sábado, 16 de setembro de 2017

Melhor comparado a quê? Quem?

"O olho direito não deve ser comparado ao esquerdo para percebermos a sua evolução, para o considerarmos melhor. É preciso compará-lo consigo mesmo, como se comporta, após a cirugia, diante de uma mesma circunstância já exposto anterior á cirugia" disse o cirurgião oftalmológico ao meu marido após a cirugia a laser.

Ele tinha muitas expectativas sobre a sua visão. Fiquei pensando como seria se aplicássemos este mesmo conceito  aos seres humanos.

Quem sabe estejamos levando a teoria de coletividade aristotélica a sério demais e  chegando á mesma conclusão de Sartre de que o inferno é o outro.

De repente porque é preciso um olhar para nós mesmos diante de uma mesma circunstância no passado e depois lançar este olhar reflexivo para o presente a fim de percebermos se estamos melhores ou não.

E há sempre a opção de escolher "o outro" a quem comparar de acordo com os sentimentos que queremos reafirmar.