"O olho direito não deve ser comparado ao esquerdo para percebermos a sua evolução, para o considerarmos melhor. É preciso compará-lo consigo mesmo, como se comporta, após a cirugia, diante de uma mesma circunstância já exposto anterior á cirugia" disse o cirurgião oftalmológico ao meu marido após a cirugia a laser.
Ele tinha muitas expectativas sobre a sua visão. Fiquei pensando como seria se aplicássemos este mesmo conceito aos seres humanos.
Quem sabe estejamos levando a teoria de coletividade aristotélica a sério demais e chegando á mesma conclusão de Sartre de que o inferno é o outro.
De repente porque é preciso um olhar para nós mesmos diante de uma mesma circunstância no passado e depois lançar este olhar reflexivo para o presente a fim de percebermos se estamos melhores ou não.
E há sempre a opção de escolher "o outro" a quem comparar de acordo com os sentimentos que queremos reafirmar.